Agitado


O dia já agitado, pessoas se tropelando, carros apressados, sinais luminosos que alternam entre verde e vermelho quase sem se ver o amarelo. Cruzamentos, vem e vão. Avenidas de torrente trânsito onde apertam-se duas, quatro, seis, oito rodas. Tudo corre. Nas esquinas, talvez um café quente àqueles que desde muito cedo já labutam.

A paisagem da cidade vai mudando, avolumam-se as pessoas, aparecem comércios intinerantes, aos poucos se alojando em arranhacéus aqueles trabalhadores todos vão desaparecendo de nossas vistas como se mágica fosse. Quantos vão são os que chegam, e mais, e mais. Num frenético movimento, como ondas em mar de ressaca, tudo em caótica arrumação parece se encaixar. Ordem parece não haver, talvez nem poderia, mas necessária é.

Turbilhão de idéias, necessidades tantas, afazeres, prazos a cumprir, entregas a cumprir, palavra a honrar. Tudo se vende, tudo se move, circula.  Necessidades forjadas pela mídia, construídas pelo vazio de um lugar sempre tão cheio. Mentes ensandecidas, agito sem tempo, começo sem fim, fim sem propósito, meios questionáveis, métodos lamentáveis.

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