Da Pena à Caneta


Entre a pena e a caneta, ainda a pena. O projetar a tinta sobre o papel, o detalhe do primeiro movimento, de cada traço, a forma de empunhar a pena, o contato com o papel, a textura, a cor, o cuidado.

À pena, tudo há de ser perfeito ou tudo se perde num deslizar impensado dos dedos. Tudo há de ser cuidado, a letra que se liga à próxima, cada palavra, o alinhamento e distribuição artística de cada sílaba, cada símbolo, cada grafismo.

A mente se expressando em toda sua magnitude naquela ponta que se abastece do fluido negro que marca o papel de tons amarelados, espesso, quase duro. Os pensamentos sendo ali distribuídos, espalhados e ao mesmo tempo são todos ligados, conjecturando em sentido irrevogável, firmando o conhecimento, deixando fabuloso legado ao próximo e ao tempo, fazendo extinguir o passado, trazendo-o ao presente e o lançando novamente ao futuro.

Depois de tanta agitação mental, ali se acomoda a idéia, descansa para a posteridade. Para que possa ser novamente revolvida e reconstruída, que possa mais um degrau ser construído em mentes curiosas e criativas.

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