Ontem, o Futuro


O que fazer quando não há placas indicando o caminho? O que fazer quando o caminho percorremos sozinhos?

Meu relógio parou, seus ponteiros não se entendem mais. Como assim? O que é o passo seguinte, na realidade, já deveria ter acontecido? É algo como fazer do futuro o passado. Eu não aprendi isso na escola. Alguém sabe como fazer? Digamos, como posso eu saber o resultado de algo que ainda não aconteceu? Como poderia ler um livro que ainda não escrevi? Como atravessar uma ponte se nela ainda não cheguei? São mistérios, não místicos, mas que a velha lógica humana nos impõe.

Certo, tenho que aceitar o que não posso mudar. Aceitei. E agora? Situação quase insana. Até porque questiono o que é ser são a essa altura dos fatos. Qual é a lógica, se eu tenho que saber agora o que acontecerá amanhã? E ainda dizem que o louco sou eu. Seria, talvez, se conseguisse entender essa condição.

Acho até que o desejo do mundo seja que eu desista dessa brincadeira quase infantil. É como se não conseguisse chegar ou achar o pique, como se eu ficasse sempre de bobo, como se eu nunca conseguisse roubar a bandeira, ou pior, como se eu tivesse que ficar eternamente escondido numa brincadeira de esconde-esconde sem fim.

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Uma resposta a Ontem, o Futuro

  1. Léo Carvalhais diz:

    Muito om Brunão!!!!

    Gostar

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