Uma história de Vênus e Marte


Marte tinha vida, campos verdes, ar limpo e mares azuis. Dias quentes aconchegantes e noites que alimentavam seus dias, na companhia e sentindo o macio toque nu da pele de Vênus. Assim se mantinham as coisas com o equilíbrio que havia, equilíbrio que trazia a força do movimento, do trabalho, e assim Marte era capaz de seguir em sua órbita. Era a combinação perfeita da natureza, onde tudo que era bom se encontrava, onde a alegria, o amor, o cuidado, o aconchego se encontravam, era um lugar onde sabiam que tinham seus dias seguros.

Tão vivo era Marte que tinha seu satélite e cuidava para que nunca estivesse longe demais, de forma que não o perdesse no universo, mantendo seu calor, alimento e sua paz. Mas tendo Marte Vênus, Marte era tanta vida que em si explodia, tomando para seus cuidados então dois anéis de Saturno, e garantia o equilíbrio de toda essa conjunção.

Fenômenos inesperados vieram, a luz do dia de Marte desvaneceu, os campos secaram, o ar não mais se podia respirar, os mares secaram, o azul…

Era triste tempo, Vênus perdeu sua órbita, e Marte também. O equilíbrio naquela imensidão que havia tinha se perdido. Como não tendo por onde orientar seu caminho, Marte perdeu sua órbita, numa rota de todo desconhecida. Não há para Marte dias, nem mesmo as noites e sem o frescor de Vênus o que resta o sufoca, e aos poucos Marte mingua, como se fosse aquele quarto da lua.

Mesmo os anéis de Saturno se perderam, na dúvida, na incerteza, na insegurança de seu lugar, de onde estar, do caminho natural do universo, do que é bom. A referência se perdeu e seus traços, antes bem marcados num em um anel de círculo eterno, também já não é mais.

Agora todo o universo está em colapso, fendas se abriram, os sóis se apagaram, mares se revoltaram e não seguem mais o ritmo das luas. Não há diferença no tempo entre dia e noite, é tudo escuridão. Os caminhos, rotas, órbitas perdidas refletem ao redor de todos na dificuldade de seguir, caminhos que não são deles, até um dia a natureza de tudo cuidar e aos seus caminhos tudo retornar.

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