Pêndulo da Pérola


Como um pêndulo de um lado para o outro, brilhante pérola, oscilando a cada curva. Chama para ela a atenção sem desviar o caminho, ao dia reluz, à noite seduz.

Para caminhos longos, viagens maiores.

Aquela hipnose súbita, ao final de um movimento. A mente se abre, fenda até que finda a memória. Tudo vem, sobe, sobre o que lá estava.

O brilho, a presença, a força daquela expressão tão íntima, a marca. Expressão velada, emoção evidente, salto à frente.

Tantos caminhos a percorrer, e aquele brilho, o pêndulo que para ao final de cada curva e logo ali volta. Volta como em um círculo sem fim, um vai e vem que não termina, uma hipnose cintilante, tranquilidade.

Sentindo o que a sede seca, vem em onda de calor o que apresenta a memória, em calafrio o que vem depois. Espinha em choque, coração na boca, colapso.

O caminho segue, curvas se abrem no horizonte e o pêndulo em seu ritmo. Traz em seu deslizar o som, típico, familiar, próprio. Como uma suave voz, um sotaque sutil, um verbo bom.

Sei que lá está, com o coração aberto tudo sinto, lá estou. Um lugar em comum. Do brilho da pérola ao reluzir do fio rubro. A estrada dá o sentido do sentimento, entre tantas curvas, entre tantas serras em seus vales e picos. E ao fim do caminho, como estalar de dedos, saio do transe. Mas tudo continua lá, como visto, vivido, presente. Breve parada, a estrada nunca acaba.

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