Desencontro


Ainda aqui tentando identificar

os sons, os tons, aqueles acordes.

Ora parece passar um sustenido,

ora intenta a falta de um bemol.

O compasso não se traça, o acorde

não chega à oitava.

Muitos ouvidos atentos, graves vidas,

sentimentos agudos, histórias crônicas.

Uma colcha de sons que não se emendam,

retalhos de cores que não vibram. Desencontros

sinfônicos, compasso que falta o ritmo,

vida que não brilha, ar que não respira.

Terremoto sem epicentro, ondas sem maré,

vida sem quem é.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Texto Livre. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s