Olhos que não piscam


Para todo lado que ando há alguém na janela.

Olhos tantos que já nem sei.

Não há onde ir ou o que fazer,

nem mesmo como se esconder.

Esteja onde estiver olhos estão lá,

até mesmo onde não se está.

 

É como uma cena pálida

ou um incenso sem perfume.

Um tempo sem sentido

onde as janelas juram conhecer

cada termo de toda história,

ainda que seja só um conto.

 

Não há portas por onde

se entre ou saia.

São só janelas e seus olhos.

 

Parapeitos ocupados

por cotovelos já calejados.

É como caminhar por calçadas sem fim,

sem ter onde entrar,

nem como dali sair.

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