Sérvia Senhora


Servo daquela sérvia senhora seria.

De sua própria vontade,

de seu profundo intento,

de seu pleno direito

e consciente consentimento.

 

Outrora vinda

de casas outras

traz consigo ainda

legados tortos de memórias toscas.

 

Do seu inverno, fria.

De sua história, escrava seguia.

Mas ele, ali de pé, em guarda,

de sua senhora não se distraía.

 

Eram dias, estações, anos.

Era já o fim de do que se seguia.

De tão forte e tensa amarra,

o desatar dos nós sangue vertia.

 

Agora liberta a senhora,

seu tempo livre era,

sua história também assim se tornara.

Seu antigo servo reconhecido como eterno par agora,

de sua vontade, de sua senhora.

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