Paredes que se Abrem


Entre aposentos caminhava.

Saía quarto, entrava sala,

pela varanda passava.

Uma luz aqui acendia,

outra ali apagava.

Por seus passos transpunha portas

e por eles o relógio andava.

Horas e horas eram testemunhas

de tantas lembranças que guardava.

O assoalho em seu ranger

da sala para a copa e de lá para um corredor o levava.

Naquelas paredes fotos penduradas,

quadros à mão pintados, ali dele tudo falava.

Na saleta para a qual davam três dos quartos

pequenos objetos colecionados de lugares que ainda sonhava.

O caminho daquele abrigo enfim veria os primeiros raios do amanhecer,

onde o jardim de início de primavera se abria aos olhos e a vida o tomava.

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