Primeira Pessoa


Como uma apneia delirante, se lançar em queda livre sem ter chão para chegar. Um lugar novo, desafiador, sem horizonte, nem mesmo tempo. Surreal sem cores, vento ser ar, choque anafilático em artéria sem pulso.

Um mundo diferente, de referência alterada. Despertar de um sono onde o sonho não trouxe à vida o que era ilusão. Crença surgida há tanto tempo que nada mais parecia ter sentido, não havia paga, nem lucro, nem mesmo a vaidade. Como tudo que não tem sentido, deixou de existir.

Foi também a fé no ser, junto estava o que atendia pela alcunha de altruísmo. Não era isso, era outra coisa. Bondade no limiar da tolice. A terceira pessoa vem depois da primeira, a segunda ainda mais. A gramática emocional perdida em sua própria cardinalícia posição também se confunde na ordem de seus sujeitos. E estes se perdem na ordem de suas emoções e outros tantos sentimentos, por vezes devaneios.

Os verbos sempre são conjugados antes na primeira pessoa, só assim se pode respirar.

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