Noites Rebeldes


Não havia o aconchego que me levava para cama,

não havia vontade ou o sono.

Cansaço não,

nem mesmo bocejos ou drama.

Música não havia que me levasse,

nem também filmes de boa trama

deixavam-me ao final com esse intento.

Vento frio ou banho quente,

quisera eu que algo adiantasse.

A resistência não vinha consciente,

vinha das entranhas, lá de dentro.

Talvez um ato rebelde,

na tentativa de exprimir algo latente.

Ato crível, forte, exato,

que pela bruta força do âmago do ser

grita, vocifera, brada mormente.

Motivo não há para ali estar,

seja conforto, seja sossego.

De certo é um estado do corpo, da alma, da mente.

Que nas horas de silêncio,

em rebelião acusa, aponta, condena,

a voz que emana como trovão que ecoa

nas rochas das serras negras,

da vida que resiste, que ainda existe, fruto de esquecida semente.

Por fim, quase em desmaio,

de forças privado, sentidos alterados,

totalmente exaurido, em sono caio.

Caio ali, onde mesmo estou, condescendente,

pois motivos não há para cama voltar.

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