Asas, abri-las


E é mesmo assim, é como criar asas e voar. Do alto, da ponta, olhar à frente e sentir em um pequeno instante elas já abertas.
Não faltava nada além de em um salto voar.
Nada de queda, nada de medo. Abertas, para cima me levaram e à frente segui. E como em um mundo novo, o coração se lançava.
Sensações diversas, diferentes, tão novas quanto a mente. A beleza fluía, me transpassava, me contagiava. O ar puro, leve, azul. Choque só do calor do Sol com o frio do vento. Lá de cima podia ver para além do horizonte habitual. E o olhar seguia pistas, buscava marcas, alguma referência. Mas elas já não haviam, não mais as mesmas, não sob o mesmo ponto de vista. O horizonte se expandia a cada voo.
Lá conheci as lágrimas de diamante, que congelam o passado em seu lugar e se tornam sua joia mais verdadeira, eterna.
O vento em rajadas, o frio na pele, o calor na alma, a leveza do corpo e aquelas asas. Nada pesava, tudo era leve.
Ao tocar os pés nos chão o sentimento já não era o mesmo, e não poderia mesmo ser, já era tudo diferente. Era mais, era todo, era tudo. Era tarde e manhã, era o rio e o mar, era a pedra, a terra e o ar. Era cor, era via. Sou meu Eu em mim.

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2 respostas a Asas, abri-las

  1. Liliane diz:

    Perfeito!

    Gostar

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