Ai ai ai


Apaixonei-me!

Ai que problema fui arrumar! Era hora de estar livre, era hora de leve me sentir. Logo agora? Ai, ai, ai, o que fui arrumar! Uns dizem que é assim mesmo que acontece, outros dizem que é coisa que não se controla. Ai ai ai, o que fui arrumar!

Estava ali, levando minha vida, uma palavra aqui, outra acolá, quando vi… já era.

Se bem que por bem hei de confessar que sempre houve uma quedinha. Ela sempre soube me encantar. Uma palavrinha aqui, outra acolá… ai ai ai, o que fui arrumar!

Há tempo percebo seus sentimentos, não posso negar. Não por mim, mas pela vida, pelo dia, as pessoas, coisa que sempre esteve ali a me encantar.

Suas palavras foram ficando mais frequentes, dali a pouco estavam me seguindo por todo lugar. Ah!, aquela energia! Ai aquele jeitinho de falar! Como ser indiferente? E ela, ardilosa, uma palavrinha aqui, outra acolá… de repente em todo lugar. Ai ai ai, o que fui arrumar!

E ainda, para piorar, há as tais convenções sociais. Mas como? Não hei de concordar. Se bem que algum motivo deve haver. É verdade que sinto uma estranheza. Eu tão velho! Ela jovem, alegre, viva, sorridente. Quanta vida naquela pessoa! Se arguido em o que ela seria em breves palavras, eu diria que ela é o próprio poema da vida. Ela seria como o verde para a natureza, o fruto para a árvore, o doce ao paladar. Ela me faz sorrir, às vezes chorar. Até mesmo chorar sorrindo. Quanta vida tem para dar!

Certa vez tentei forjar um encontro, daqueles que ela não sabe, sabe? Era lugar público, teria muita gente. Mas acabei por não ir. Mas já tem um tempo isso. Agora, uma palavrinha aqui, outra acolá, e veja só no que tinha que dar, não me separo mais dela. Quando não está ali ao alcance do meu toque, como se diz, o preto no branco, acabo por encontrá-la pela internet.

E ela tão jovem, tão viva! Que bela é ela!

Incomoda essa diferença de idade. E tem essa coisa da sociedade, esta que às vezes não entende sequer uma palavra. Deveriam também ouvi-la, saber o que tem a dizer.

Mas é assim, uma palavrinha aqui, outra ali e a muitos vai a conquistar. Ai ai ai, o que fui arrumar!

Ela é o próprio poema. É vida, jovem, linda, bela! Ela é Adélia.

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2 respostas a Ai ai ai

  1. Liliane diz:

    Lindo!

    Gostar

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