Ensaio


Compartilhar não é o bastante, não mesmo. Ao menos se estivermos presos à efemeridade a que nos submetemos muito tolamente. Quero e busco muito mais que isso, não basta somente o terno, quero a paixão; e tendo a paixão, é indispensável o amor, e tendo o amor, não basta o efêmero, quero o eterno. É uma escalada do bem. É tomar para si que a vida existe para que seja boa, para que haja paz.

Sim busco o eterno, o que o tempo não derruba. Sim, eu busco o que é bom, tudo aquilo que constrói. Sim, eu busco o bem, aquele que vem do amor à vida, aquele que está cravado no coração, contido na alma, que salta aos olhos em brilho intenso. E sim, busco o amor, mas um amor muito maior que eu.

Isso tudo eu não ponho no tempo, pois nele não cabe. Por isso preciso da eternidade, essa nossa origem, essa nossa casa, essa nossa natureza.

Lá onde não há início, em algum momento fui criado e lá onde não há fim ao fim não pertencerei.

Pois ora, então, se for para compartilhar, que seja para nunca acabar.

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