Por Onde Passam, Serras, Cerrado


Não fosse a seriema, o tamanduá, o lobo-guará, o que seria? Seria um cerrado todo errado. Por onde andam levam aquela beleza sutil da natureza.

Por onde passam, tudo o que tocam se transforma. Abrem-se flores, deitam-se rios, estendem-se copas, brotam-se histórias, lendas, sendas. Estaria maior beleza no canto estridente, no porte altivo ou na língua comprida? Torna-se belo tudo o que tocam, tornam-se eternos por onde passam.

Feliz é a memória de quem ali os tem, de quem um dia os viu.

Por trilhas mil por onde já passei aquele canto impera ao vento, outro, mais silencioso se farta de insetos e outro, furtivamente, caça como se pairasse acima e sobre o tempo.

Ali tempo não há. Há terra, há mato. Há quem queira estar, ou quem insista em ficar. Ali há chuva, há rio. Há pedra, há pó. Há vento, há frio. Há sol, há calor. Mas tempo não há.

Dessas serras, desses cerrados, vêm lendas, vêm histórias, canções, poemas… vem Guimarães, Drummond, João e José. Também Bandeira e Guará.

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