Sutil Linha em Contorno


Se as curvas são mais acentuadas, as retas são mais longas. De onde o sol é nascente até o seu poente é só um lance de olhar.

Desloca a lua no firmamento de quarto em quarto em mudo transe de sua existência. Lança ao seu lado escuro um berro esperando ouvir seu grito singular.

De cima vejo o contorno das costas, de baixo o dorso dos montes e no horizonte a linha sutilmente curva que revela nossa essência solene de viver.

Fartas cores, tantos sons, e a vida nos salta aos olhos e pulsa o coração.

Três tucanos atravessam o céu. Sinal de sorte, sorte ainda tê-los. Três sinais nos calçam o chão. Três pedras apontam o caminho. O caminho nos leva macio em suave travessia. Pouco importa de que lado se vem ou para onde se vai, este ainda será…, um dia. Aquele se foi, já não existe. Importa a estrada, o caminho, o agora. Já é o bastante, todo o mais não nos pertence, não nos cabe, não nos convém.

Olhar para o chão e ver seus pés tocá-lo a cada instante em ritmo cadente é libertador, curador, pura energia, luz. É divino.

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